Aqui está mais uma notícia que fará sucesso entre os fãs de Star Trek e de Harry Potter e que vai realizar o sonho de Clay Aiken. Não tem nada a ver com as técnicas mentais secretas para desaparecer de uma reunião de equipe.
Sir John Pendry, do Imperial College de Londres, e o time de cientistas trans-Atlantic estão trabalhando em conjunto para desenvolver um manto real de invisibilidade. Quando o projeto for concluído (a previsão é em 2011), o manto funcionará da mesma maneira como nos filmes. A pessoa ou objeto coberto pelo manto desaparecerá completamente.
Falamos sobre um outro manto de invisibilidade, em 2005, que utilizava um tecido refletor, uma câmera de vídeo, um computador e um projetor e tornava o utilizador "quase" invisível. Esse tecido refletor é, na verdade, opaco e formado por pequenos grãos. Enquanto outros materiais refletem ou deixam a luz difusa, esse manto manda a luz de volta para sua fonte. Mas tudo que ele faz é criar uma reflexão mais brilhante. É nesse momento que entra o computador, a câmera de vídeo e o projetor. O manto de invisibilidade se torna a tela do projetor e mostra justamente o que a câmera, que está atrás da pessoa que veste o manto, captura.
Imagem cedida pelo Laboratório Tachi, Universidade de Tóquio
Para entender melhor o que acontece, aqui está um resumo da reflexão descrita no artigo Como funciona a luz:
Quando uma onda de luz atinge um objeto, o resultado depende da energia da onda de luz, da freqüência natural em que os elétrons vibram no material e a força com que os átomos no material seguram seus elétrons. Baseados nesses três fatores, quatro coisas diferentes podem acontecer quando a luz atinge um objeto:
as ondas podem ser refletidas ou espalhadas no objeto
as ondas podem ser absorvidas pelo objeto
as ondas podem ser refratadas pelo objeto
as ondas podem passar pelo objeto sem produzir qualquer efeito
Mais de uma possibilidade acima pode acontecer.
Na absorção, a freqüência da onda de luz está próxima da freqüência dos elétrons no material. Os elétrons pegam a energia da onda de luz e começam a vibrar. O que acontece depois depende de quão forte é a ligação dos átomos com seus elétrons. A absorção ocorre quando os elétrons estão bem juntos e passam as vibrações para os núcleos dos átomos. Isto faz com que os átomos acelerem, colidam com outros átomos no material e devolvam calor como resultado das vibrações.
A absorção de luz transforma um objeto em negro ou opaco de acordo com a freqüência da onda de luz. A madeira é opaca para a luz visível. Alguns materiais são opacos para algumas freqüências de luz e transparente para outras. O vidro é opaco para a luz ultravioleta e transparente para a luz visível.
Pendry e seu time trabalham em um manto que não utiliza o equipamento de vídeo citado anteriormente. O manto deles (que realmente é um escudo de invisibilidade, em razão de seu tamanho e espessura) será feito de metamateriais que não absorvem nem refratam a luz, mas fazem o redirecionamento. Atualmente, o time só é capaz de trabalhar com comprimentos de onda maiores que o da luz. Eles têm estatísticas para provar que a invisibilidade é possível; por enquanto, porém, é somente teoria. Atualmente, existe somente a tinta invisível e... este cara aqui.
Diante de uma vitrine atrativa, um menino pergunta o preço dos filhotes 'a venda. "Entre 30 e 50 dólares", respondeu o dono da loja.
O menino puxou uns trocados do bolso e disse:
- "Eu só tenho 2,37 dólares, mas eu posso ver os filhotes?"
O dono da loja sorriu e chamou Lady, que veio correndo, seguida de cinco bolinhas de pelo. Um dos cachorrinhos vinha mais atrás, mancando de forma visível.
Imediatamente o menino apontou aquele cachorrinho e perguntou:]
- "O que é que ha com ele?"
O dono da loja explicou que o veterinário tinha examinado e descoberto que ele tinha um problema na junta do quadril, sempre mancaria e andaria devagar. O menino se animou e disse:
- "Esse é o cachorrinho que eu quero comprar!"
O dono da loja respondeu:
- "Não, você não vai querer comprar esse. Se você realmente quiser ficar com ele, eu lhe dou de presente."
O menino ficou transtornado e, olhando bem na cara do dono da loja, com o seu dedo apontado, disse:
- "Eu não quero que você o de para mim. Aquele cachorrinho vale tanto quanto qualquer um dos outros e eu vou pagar tudo. Na verdade, eu lhe dou 2,37 dólares agora e 50 centavos por mês, ate completar o preço total."
O dono da loja contestou:
- "Você não pode querer realmente comprar este cachorrinho. Ele nunca vai poder correr, pular e brincar com você e com os outros cachorrinhos."
Ai', o menino abaixou e puxou a perna esquerda da calca para cima, mostrando a sua perna com um aparelho para andar.
Olhou bem para o dono da loja e respondeu:
- "Bom, eu também não corro muito bem e o cachorrinho vai precisar de alguém que entenda isso."
Em agosto de 2007, a Associated Press publicou um artigo afirmando que, em no máximo 10 anos, os cientistas terão criado vida artificial, e provavelmente, no mínimo, em três. Isso seria possível? Os cientistas fizeram grandes avanços no seqüenciamento de genomas humanos e de animais, sintetizando o DNA e clonando-o. Criar organismos biológicos funcionais e artificiais parece representar um tremendo salto acima de qualquer uma dessas habilidades. Alguns dos pesquisadores e das empresas envolvidos na pesquisa sobre vida artificial acreditam, porém, que isso é realmente possível em um período de 10 anos. Não apenas isso: eles dizem que o desenvolvimento de realidade úmida, como muitas vezes é chamada, irá afetar radicalmente nossas opiniões em relação à vida biológica e ao nosso lugar no universo.
Galeria de imagens de clonagem (em inglês)
Fotógrafo: Sebastian Kaulitzki | Agência: Dreamstime.com Criar uma membrana celular funcional tem sido, desde o início , um dos principais desafios para a criação de vida artificial
As afirmações sobre a criação iminente de vida artificial podem ser audaciosas demais. Entre os céticos, o chefe do Projeto Genoma Humano, Francis Collins, diz que o período de 10 anos é muito ambicioso. Mesmo assim, a possibilidade de criar vida artificial é muito atraente e vamos saber mais sobre o assunto neste artigo.
A realidade úmida não é a criação de um organismo geneticamente construído ou modificado. É a vida criada inteiramente a partir de partes básicas. Como vimos no artigo sobre vida estranha, porém, os cientistas não têm uma definição rigorosa e padronizada do que é a vida. Mesmo assim, os biólogos têm algumas idéias básicas sobre o que caracterizaria a vida artificial.
Cada vez mais próxima
Geneticistas americanos conseguem desenvolver um ribossomo, organela celular responsável por produzir as proteínas que executam tarefas essenciais para todas as formas de vida.
Primeiro, a vida artificial precisa ter um DNA ou código genético. Ela também deve ser capaz de se reproduzir e transmitir seu código genético. Então, a forma de vida precisa de um lugar para depositar seu código genético, um invólucro ou membrana protetora, parecida com uma parede celular, que mantém o DNA e as outras partes juntas. A parede celular também deve permitir que processos biológicos normais sejam realizados. Em outras palavras, ela deve ser permeável o suficiente para permitir a absorção de nutrientes e relativamente impermeável contra patógenos. Assim que as partes básicas estiverem reunidas, o organismo deve ser auto-sustentável: deve se alimentar e metabolizar o alimento. Por fim, a forma de vida precisa ter a habilidade de se restaurar para se adaptar e evoluir.
O desenvolvimento de algumas dessas características representa uma série de desafios para os pesquisadores. Um cientista de Harvard, porém, previu nesse mesmo artigo da AP que, até o início de 2007, grandes avanços seriam feitos na criação de membranas celulares [fonte: Associated Press]. Manter um organismo artificial vivo por mais de alguns minutos ou horas também é um desafio, embora os cientistas possam se concentrar no fortalecimento dos organismos depois que alguns dos obstáculos iniciais forem superados.
Para criar o DNA, alguns cientistas defendem a colocação de nucleotídeos (os componentes do DNA) dentro de um invólucro celular. Os nucleotídeos poderiam ser combinados de maneira a formar o DNA. No entanto, conseguir fazer isso é um desafio, já que pode ser necessário que enzimas agrupem os nucleotídeos, o que quebra a regra de "partes básicas" para a criação de vida artificial.